POLICIA PRENDE MAIS UM DA REDE DE PEDOFILIA NO PARÁ


A polícia do Estado do Pará chega ao terceiro membro de uma rede de agenciadores de menores que atuava em Belém e Barcarena. O empresário Antônio Carlos Vilaça, 54 anos, foi preso por volta das 11h de domingo no aeroporto de Marabá. Pelo menos quatro menores, entre 11 a 15 anos de idade foram explorados. O empresário solicitava os serviços de um agenciador que conduzia as crianças para sua residência, o sítio Salarica, em Barcarena.
A delegada da Divisão de Apoio ao Adolescente (Data), Socorro Maciel, informou que o caso foi descoberto por causa da denúncia da mãe de uma das vítimas. “Os agenciadores convidavam as crianças de Belém para passear. Usavam métodos variados para convencê-las. As crianças não sabiam que seriam abusadas. Só na hora, ficavam sabendo. Em troca os agenciadores davam dinheiro para os menores ficarem calados”, explicou.
Socorro Maciel também revelou que as investigações acontecem há 10 meses. Para chegar ao empresário, a polícia monitorava a namorada Ana Paula Marques, estudante de Direito. “A namorada dele sabia onde ele estava e não facilitou à polícia. Ela usou documento falso de uma amiga para chegar até ele. E também foi presa e encaminhada para a Dioe, onde deve ser enquadrada por crime de favorecimento”.
O empresário foi apanhado no momento em que se despedia da namorada. “Já existia um mandado de prisão contra ele. Ele deve responder pelos crimes de exploração sexual, abuso de vulnerável, tráfico de pessoas”, explicou.
Por questão de segredo de Justiça, detalhes da operação não podem ser revelados. “O inquérito já foi concluído, mas as investigações devem continuar para chegar até a quarta pessoa, a agenciadora Leonida Moreira que continua foragida”.
Os advogados de Antônio Carlos Vilaça disseram que o caso ainda deve ser estudado, mas que será questionado ao Tribunal para que o acusado responda o processo em liberdade. “Ainda é prematuro se pronunciar porque tivemos o primeiro contato agora. Nossa presença seria para dar apoio logístico e jurídico. Mas, ele deve responder o processo em liberdade”, disse Osvaldo Serrão.
Como Antônio Carlos teve problemas de saúde, em sua chegada a Belém, a delegada Socorro Maciel aguarda laudo médico para tomar providências. “Após o laudo médico, ele deve ser encaminhado a uma das casas penais”. (Diário do Pará)

 
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