CHARLOTE: A CACHORRA QUE VIGIA PRESO

DIANTE DA FALTA DE AGENTES, A SEMPRE ATENTA "CHARLOTE"REFORÇA A VIGILÂNCIA

“Charlotte” é hoje uma celebridade no município de Igarapé-Açu, distante 140 quilômetros de Belém no nordeste do Pará, pela contribuição que dá para os policiais civis do município que tem apenas quatro investigadores, dois escrivães e um delegado para tomar conta de uma população de 60 mil habitantes distribuídos nas zonas urbana e rural do município. O uso do animal para resguardar o prédio de segurança evidencia a falta de policiais na cidade.
Bem alimentada, vacinada e vermifugada, “Charlotte” durante estes dois anos conseguiu praticamente zerar o número de fugas e passagens de serras durante a noite pelo terreno.
O delegado Ronaldo Lopes, titular da Delegacia de Polícia Civil de Igarapé-Açu, disse que o animal fora doado por um morador do município e, como as fugas e tentativas de fugas eram constantes na delegacia, a comunidade, que é parceira nas ações, decidiu que o animal fosse treinado para durante a noite vigiar uma área de 100 por 250 metros, que é o terreno que cerca a delegacia.
“O cachorro é apenas uma companhia para o policial que fica à noite juntamente com um agente de vigilância cedido pela prefeitura”, afirma o delegado.
Atento a quem passa pela rua onde fica a delegacia “Charlotte” tem o carinho dos policiais, sendo um animal dócil.
O DIÁRIO foi ver a “estrela” que repousava neste domingo (28) dentro de um carro nos fundos da delegacia e a princípio ela ficou em estado de alerta, segundo o delegado, observando se a máquina fotográfica era uma arma, mas depois chegou até a fazer pose. O delegado Ronaldo Lopes diz que conseguiu reduzir o tráfico de drogas e o índice de criminalidade. E agora, para reforçar as ações, está treinando o animal para o combate aos traficantes.
“Ao invés de procuramos droga em local que não sabemos, o cão vai ajudar nesta localização”, diz o delegado. Na cidade, os moradores são unanimidade com relação a “Charlotte” e têm o animal como o mascote da Polícia Civil. A situação não é diferente na Seccional Urbana da Marambaia, com o vira-lata apelidado de TCO. “O animal chegou de repente e ficou por lá”, diz um investigador.
TCO detesta ladrão, e toda pessoa que é trazida pela Polícia Militar algemada, se não tiver cuidado, o cachorro ataca, mesmo sob a proteção da PM. (DiárioOnline)

 
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