CONCURSO PARA POLÍCIA CIVIL NO PARÁ SERÁ ANULADO

Após inúmeras denuncias de irregularidades e mais uma tentativa de fraude, o concurso público para a Polícia Civil, realizado no último dia 16, será anulado. O anúncio foi feito, nesta sexta-feira (22), pela titular da Secretaria de Estado de Administração (Sead), Alice Viana, e pelo Procurador Geral do Estado, Caio Trindade. Eles justificaram a anulação em virtude da comprovação da violação de três envelopes contendo provas. No total, o concurso ofertou 720 vagas para delegado, escrivão e investigador. Os mais de 26 mil candidatos que participaram poderão optar por reaver o valor investido para a inscrição ou então aguardar pelo próximo concurso sem precisar pagar nenhuma taxa.
Foram vários os fatores que contribuíram para a anulação do concurso. A secretaria de administração disse que o fator fundamental para a decisão foi o resultado do laudo emitido pelo Centro de Perícias Cientificas Renato Chaves que constatou que três envelopes com provas, em três escolas diferentes,, foram violados. “A ocorrência de candidatos portando telefone celular durante a prova aponta uma irregularidade que também afeta a segurança do concurso”, acrescentou Alice.
Além disso, as denuncias das irregularidades e dos envelopes lacrados tiveram uma ampla repercussão na internet, sobretudo nas redes sociais. O procurador Caio Trindade frisou que a decisão foi tomada somente ontem, depois da divulgação do laudo da perícia técnica. “Ainda não podemos afirmar se houve fraude, o caso é que não pode um concurso publico ter começado com os envelopes não lacrados”, comentou.
De acordo com Alice Viana, a anulação do concurso resultou em um prejuízo de R$ 400 mil para o Estado, pagos para a MS Concursos, empresa que venceu a licitação para aplicação da prova. Outros 400 mil reais, que equivalem a metade do processo, seriam pagos no final de todas as etapas do concurso. A Sead esteve a frente da contratação da empresa que realizou o concurso.
Diário
Questionada se a empresa que fez o concurso será punida, Alice informou que estava adotando as medidas administrativas para anular o concurso e que somente no final do processo é que se saberá se a MS Concursos será penalizada ou não, inclusive se irá receber multa. “O contrato com a empresa já foi reincidido”, destacou.
O edital da anulação do certame será publicado no Diário Oficial do Estado, na próxima terça-feira. A previsão é de que um novo edital para o concurso seja divulgado até outubro. Viana garantiu que a nova prova será aplicada ainda este ano.
DINHEIRO DE VOLTA
Com a anulação da prova, os candidatos deverão aguardar um comunicado da Sead sobre o procedimento que deverá ser tomado para que s recebam de volta o dinheiro usado para pagar a inscrição. “Ao se inscrever os candidatos informaram os dados pessoais e o endereço. Será por este endereço que a carta vai chegar”, atentou Alice Viana.
Depois de receber a correspondência, os candidatos poderão optar se vão querer o dinheiro de volta e desistir do concurso público ou se vão continuar na disputa por uma das 702 vagas de delegado, escrivão ou investigador. Nesse caso, eles não vão receber o dinheiro de volta e estarão isentos de pagar por uma nova inscrição. “Será um novo concurso só que quem já pagou, não precisa pagar mais – a menos que queria o dinheiro de volta”, reforçou a secretaria de Estado de Administração. Novos candidatos poderão se inscrever.
Continuam presos os sete envolvidos no esquema de falsificação durante a aplicação da prova do concurso
(Diário do Pará)

 
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