Hoje à tarde o técnico Lecheva comanda o primeiro treino de aclimatação
ao estádio de Paragominas. O gramado e as referências da Arena Verde
serão conhecidos pela maioria do elenco - ao todo 27 jogadores viajam
hoje de manhã. O meia Alex Gaibu é um deles, mas mesmo encarando essa
novidade ele já foi informado de que todos encontrarão um bom campo de
jogo. O que, segundo ele, também será encontrado no jogo de volta, no
estádio Moacyrzão, em Macaé (RJ).
Todo cuidado é pouco com quem foi líder.' Gaibu crê que a forma como o Paysandu se classificou para a segunda fase pode fazer com que o time cresça nessa fase. Depois de superar tantas adversidades, com a troca de dois treinadores renomados que não conseguiram levar adiante a equipe, o Papão conseguiu dar a volta por cima. 'Com certeza vamos crescer nessa fase. Contamos com o apoio da torcida para passarmos de fase e brigarmos pelo título.' Macaé - A delegação do Macaé-RJ deve chegar hoje a Belém e o técnico Toninho Andrade não trará a força máxima. São três dúvidas em relação ao time que jogou na rodada passada. Daniel já é desfalque certo e sequer viaja com o elenco. Em compensação, os atacantes Norton e Zambi voltaram aos treinamentos e podem ser as novidades entre os titulares. No meio-de-campo, Éberson, que estreou contra o Santo André-SP, briga por vaga com Osmar. Mesmo vindo hoje à capital paraense, somente amanhã vai a Paragominas. A equipe foi de ônibus em à cidade do Rio de Janeiro na noite de ontem e hoje de manhã vem Belém. Às 17 horas está marcado um treino no Baenão e amanhã a delegação viaja para o interior. Perda de mando comprometeu finanças do clube alviceleste Com o clube punido pela Justiça Desportiva com a perda de dois mandos de campo, na iminência de ficar sem mais dois, Paragominas deve ser mesmo a casa do Paysandu na Série C caso o time prossiga além dessa fase. Por mais que o estádio local seja de qualidade, nele cabem apenas 12 mil pessoas - foram postos à venda para sexta-feira 10 mil entradas - e a renda sempre será deficitária. Foi isso que admitiu o presidente, ao reconhecer que passado esse mata-mata a missão de conseguir fundos para mais uma folha será das mais complicadas. Em tempo, mais uma folha está por vencer. A saída pode ser apelar para um empréstimo. 'Não é suficiente (as rendas em Paragominas). A perda de mando de campo comprometeu a receita do Paysandu. Se esse jogo fosse em Belém a renda seria algo em torno de R$ 800 mil, com certeza. Se conseguirmos o acesso não sei como vai ser. Como a Série B tem uma perspectiva de arrecadação muito boa, poderíamos tentar um empréstimo. Antecipação de receita não, porque o novo estatuto não permite', admitiu Luiz Omar Pinheiro. A ida a Paragomias hoje está orçada em pelo menos R$ 22 mil até o sábado de manhã, data do retorno a Belém. Pinheiro afirmou que a renda contra o Salgueiro-PE - R$ 456.620,00, valor bruto -, praticamente foi toda utilizada para o pagamento de dívidas anteriores. 'A renda do jogo com o Salgueiro foi toda utilizada para pagar dívidas antigas. As pessoas ficam perguntado sobre esse dinheiro, mas esquecem que o Paysandu estava há quase três meses sem rendas boas e com os patrocínios bloqueados'.
Fonte: O Liberal